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Textos sobre o que mais aparece no consultório.
Marcos e sinais de alerta, desenvolvimento, telas, alimentação, autismo e escola. Cada texto traz a evidência, a versão para a família, a versão para quem atende e o próximo passo concreto.
Genética é o hardware. A experiência programa o software.
O desenvolvimento não está escrito nos genes nem numa folha em branco. Está na conversa entre os dois — e essa conversa tem hora para acontecer.
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A janela dos mil dias: por que cedo não é detalhe, é o fator que mais muda o prognóstico
Da concepção aos dois anos, o cérebro forma mais de um milhão de conexões por segundo nos picos. É a fase de maior neuroplasticidade da vida — e ela não se repete.
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Serve-and-return: a ferramenta mais poderosa para o cérebro do bebê não está em nenhuma loja
O que esculpe o cérebro não é o estímulo. É a contingência — a resposta de um adulto presente, no mesmo canal e no tempo certo.
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Os marcos do primeiro ano: o que esperar e o que observar dos 0 aos 12 meses
Como diagnosticar o atípico sem conhecer o típico? O mapa do primeiro ano, sistema por sistema, com os sinais que merecem avaliação.
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O gesto de 1 ano que diz mais sobre o desenvolvimento social do que dar tchau
Apontar para mostrar — não para pedir. A atenção compartilhada é a engrenagem invisível que antecede quase todos os marcos seguintes.
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Um cabo de vassoura vira cavalo — e é exatamente aí que nasce o pensamento abstrato
Dos 3 aos 6 anos, o biológico se subordina ao cultural. A criança deixa de reagir ao estímulo imediato e passa a controlar o próprio comportamento por símbolos.
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Sinais de alerta no neurodesenvolvimento: o guia do que observar na infância
Alerta nunca é diagnóstico. É convite à avaliação. O que observar em linguagem, social, motor e comportamento — e por que esperar custa caro.
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Telas e o mito do gênio digital: o que a ciência entregou no lugar do que foi prometido
Prometeram uma geração de nativos digitais geniais. A evidência mostrou outra coisa — e o mecanismo é aritmético: a tela prejudica menos pelo que coloca e mais pelo que desloca.
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Do típico ao atípico: por que uma característica trava tantas outras
No autismo e nos transtornos do neurodesenvolvimento, características intrínsecas funcionam como barreiras que travam a aquisição das próximas habilidades. É efeito cascata.
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Sinal precoce não é sentença: o que a evidência diz sobre mudar uma trajetória
Existe ensaio clínico randomizado mostrando redução de gravidade de sintomas e de probabilidade de diagnóstico aos 3 anos com intervenção iniciada entre 9 e 14 meses.
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Se a introdução alimentar tivesse uma única prioridade, ela teria nome: ferro
O ferro é matéria-prima do cérebro em construção. A deficiência nesta janela pode deixar marcas cognitivas que nem sempre se recuperam depois.
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A virada dos alérgenos: adiar não protege — e a evidência mudou de lado
Por anos se orientou adiar amendoim, ovo e leite. A evidência inverteu a recomendação: a exposição precoce e mantida é o que educa a tolerância.
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"Ele não come nada": a divisão de responsabilidades que acaba com a guerra à mesa
Os pais decidem o quê, quando e onde. A criança decide se come e quanto. Invadir esse território atrapalha justamente o que se quer construir.
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O barulho assusta, mas o perigo é o silêncio: gag não é engasgo
A diferença que acalma famílias inteiras — e as três regras que previnem quase todos os acidentes à mesa.
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O rótulo de "preguiçoso" quase sempre esconde um cérebro pedindo outra rota
Dos 6 aos 12 anos, o fracasso repetido cobra um preço emocional mensurável. Ilhas de competência não são consolo — são estratégia clínica.
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Leu, se reconheceu e não sabe o próximo passo?
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